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quinta-feira, 11 de setembro de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
IMAGENS
Roupas nos varais acenam,
Pedras, vento, solidão
Cenários austeros passam
Sem qualquer coloração
Choram que choram os seixos
Sentindo-se repisados
Na estrada altivo um cruzeiro
Verte sombra desolado
Olha-me o cinza vestido
Da moça de mãos tristonhas
De semblante ressentido
Por ter vida tão medonha
Para trás fica o cenário
Com sua gente desolada
Um bendito devotado
Guia o caminhão na estrada
Choram que choram as horas
Deslizando pelo caminho
Tendo ao lado tanta gente
Por que me sinto sozinho?
Choro com as horas choro
Sentindo-me triste e só
Cada passo um grito novo
Solidão que ri sem dó...
Pedras, vento, solidão
Cenários austeros passam
Sem qualquer coloração
Choram que choram os seixos
Sentindo-se repisados
Na estrada altivo um cruzeiro
Verte sombra desolado
Olha-me o cinza vestido
Da moça de mãos tristonhas
De semblante ressentido
Por ter vida tão medonha
Para trás fica o cenário
Com sua gente desolada
Um bendito devotado
Guia o caminhão na estrada
Choram que choram as horas
Deslizando pelo caminho
Tendo ao lado tanta gente
Por que me sinto sozinho?
Choro com as horas choro
Sentindo-me triste e só
Cada passo um grito novo
Solidão que ri sem dó...
DECEPÇÃO
Algumas pessoas decidem por si
Tantas dores para os outros...
Trôpegos como bêbados
Trazem em si discernimento algum
Decidem pela iminente tragédia
(Hamartia anunciada pelos conselhos muitos)...
Falta espaço para a racionalidade,
Ou de ingenuidade se firma o caráter?
Pobreza de espírito,
Ou imaturidade que desliza em rios de ilusão?
Triste de quem não sabe ser gratidão
Aos que deram mão e abrigo e vida...
Mas, neste mundo que gira,
Muito arrependimento pode personificar-se...
E tarde-demais poderá ser um longo grito
Que banha de arrependimento os que decidem sem reflexão:
Ilusão!
Ilusão!
19/07/14
ODE INCONFORMADA PARA JUAZEIRO DO NORTE
Que à mercê da própria sorte
Debulha preces sentidas:
Quem te dará proteção
Contra facínoras, crápulas,
Que te roubam vorazmente
Eleição pós eleição?
Ó cidade atormentada
Pela falta de respeito
De monstruosos políticos:
Quem brigará por tuas lutas
Quem te dará novos homens
Que resguardem teus valores
E que tenham gestos dignos?
Ó cidade inconformada
De trânsito insuportável
E precária infraestrutura:
Quem te vê que não deseja
Novos rumos, novas eras,
Renovação dos teus bairros,
A segurança nas ruas?
Ó cidade sobranceira
De nordestinas sapiências
E de imponente memória:
Quem salvará do abandono
Teus recantos e riquezas?
Esqueceram-se de ti
Desprezaram tua história...
Queria limpar-te as feridas
Lavar teus olhos chorosos
Verter abraços queria
Sobre ti, cidade minha!
Queria salvar-te, Juazeiro,
Dar-te futuro honroso
Abrir-te as mãos com preclaras
Aconchegar-te em meu peito...
Ó cidade resistente,
Tenho pouco para dar-te:
Meus versos inconformados
São um presente simplório...
Mas os entrego, saudoso,
E espero ver-te, quem sabe,
Assistida e refulgente
A vestir novas roupagens!
15/07/14
quarta-feira, 25 de junho de 2014
ODE À ANA LUIZA CRISPIM
![]() |
Sobre mim caiu um verso:
Papel corado que o vento abraça...
Brincando séria de fazer poema
Imagens dançam sob criativa marcha
Palavras nascem, crescem, reproduzem-se...
Vidrinhos frágeis contra pontiagudas pedras,
Facas que lambem dos olhos o branco,
Colorido ácido que a pele fere com perfurantes dentes:
Eis a poesia - da que séria brinca.
Resguardados estão, seus versos, em coerentes muros:
Força-frágil, janela-que-frestas-abre, significativas palavras...
Agora, resta absorver o que virá
Da alma sobressalente da poetisa:
Poemas podem ser cortantes,
Mas cicatrizantes também quando sussurram
Fugindo loucos do senso comum que nos espreita...
Tu és, merece que se diga:
(Além da inteligência explicitada)
Uma sóbria, densa e exímia poetisa.
(Émerson Cardoso)
25/06/14
domingo, 22 de junho de 2014
AUSÊNCIA
Quando os olhos ardem na ausência dos que estimamos
O silêncio se impõe como brasa que atinge os lábios
Gritar como, se dói a ferida da boca?
O silêncio se impõe como brasa que atinge os lábios
Gritar como, se dói a ferida da boca?
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